segunda-feira, 25 de julho de 2011

Família em 1º Lugar

Ano passado, além da festa feita em casa, resolvi comemorar o aniversário da Nicolle na escolinha também...e como era em um dia de semana, fiz o pedido no local onde trabalhava.

O que ouvi foi que eu deveria pensar no que era mais importante para mim naquele momento: a minha filha ou o meu trabalho???

Como eu poderia por em uma balança a minha filha e o meu trabalho???

Embora as circunstâncias na época tenham me obrigado a não comparecer na festinha de aniversário da minha única filha, não tenho dúvida que minha FAMÍLIA está e sempre estará em 1º lugar na minha vida.

É maravilhoso poder acompanhar a minha filha nas terapias, ver que ela me puxa para dentro da sala, como se estivesse me convidando a assistir todas as coisas que ela está aprendendo a fazer...

É fantástico poder levá-la a escola e ver como ela é independente, como ela gosta de estar alí.

Vejo também, como é importante para ela que eu esteja presente em todos os momentos de sua vida...


                                          Outubro/2010
                                           Recebendo os presentes dos coleguinhas/2010
                                          Com a professora/2010
                                           Hora do bolo/2010
                                           22/07/2011 - Hora de estudar
                                           22/07/2011

domingo, 24 de julho de 2011

Direção correta.

"Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele" (Provérbios 22:6).




Hoje fomos ao culto onde assistimos ao Teatro de Fantoches com a história: A Rainha da Pérsia.

Fiquei impressionada com a Nicolle, pois sua atenção na maior parte do tempo esteve voltada para a apresentação. Muitas vezes procurava o palco buscando uma melhor posição para conseguir assistir...devido ao número de pessoas que estavam presentes.

Fiquei muito feliz com esse momento, isso porque sinto dificuldade em levá-la a igreja porque ela não fica parada muito tempo e na maioria das vezes me retiro para que ela possa correr e brincar...

Sei que isso é uma tarefa que pode levar um certo tempo até ela se acostumar...

Sei também o quanto é importante que ela vá a igreja e conheça a palavra de Deus.

Os filhos tem como exemplos a seguir os pais, então procuro dar um bom exemplo a minha filha através do que faço, do que falo, dos lugares que frequento...

Conto muito com o apoio do meu marido Wellyngton, que me orienta e me ajuda na criação da Nicolle. Mais uma vez obrigada!!!


quarta-feira, 20 de julho de 2011

Reflexão para pais de crianças deficientes e autistas

Artigo - O importante é ser feliz

Gostaria de abordar um assunto, que causava muita ansiedade nas mães e pais de alunos deficientes mentais que eu atendia – O que seus filhos seriam capazes de aprender, se chegariam à alfabetização, e se poderiam exercer alguma atividade profissional no futuro. O que observava era que os responsáveis, faziam um enorme relato das limitações dos filhos, e esqueciam de ver suas potencialidades.
Certo dia, uma mãe se aproximou e começou seu relato, onde não restaria quase nada que seu filho pudesse fazer. Ela estava angustiada e só enumerava as limitações da criança deficiente. Deixei-a falar e depois olhando-a fixamente respondi – Bem, eu já sei o que seu filho não pode fazer, agora quero saber o que ele sabe fazer, que talento ele possui? Diante de seu silencio, pude perceber que ela não estava atenta ou sequer imaginava que seu filho pudesse ter algum talento.
Depois de muito pensar ela disse – “A única coisa que ele gosta de fazer e jogar botão”. Perante a resposta da mãe respondi que íamos começar a estimular seu cognitivo, a partir do que ele gostava de fazer, ou seja, através de uma partida de botão, poderíamos desenvolver suas eficiências para que estas suprissem suas deficiências.
Em outra ocasião, uma mãe bastante preocupada, me disse que seu filho deficiente mental ainda não havia se alfabetizado, e gostaria muito que ele fosse engenheiro. Olhei-a e disse O que e mais importante para você, a felicidade de seu filho ou ele conseguir ter uma profissão?`
Esses relatos aconteceram há alguns anos atrás e o leitor, talvez pense que esta situação hoje em dia seja diferente. Ledo engano. Em uma conversa com pessoas próximas, pude perceber que infelizmente para alguns pais, o importante não e ser feliz, e sim ter uma profissão formalmente reconhecida pela sociedade.
Existe um casal, que tem uma filha que nasceu com um problema em uma área do cérebro, e necessitava de uma cirurgia. Esta criança, que encontrei em uma festa de aniversario (quando tinha feito a primeira inserção cirúrgica), apresentava ensejos de socialização, tentando se aproximar das outras crianças, mas parecia segundo minha observação informal, ter alguma dificuldade para se inserir ao grupo. Passado algum tempo, foi submetida à segunda cirurgia bem delicada, que consistia em inserir no cérebro uma válvula. A operação foi realizada com sucesso. A partir daí, soube que os pais alem da escola regular, ainda contrataram um professor particular para que ela conseguisse acompanhar a turma. Esta situação causou um estresse tão grande na menina, que ela começou a apresentar um quadro caracterizado por crises convulsivas e vômitos.
Volto a questão primordial – O que os pais de filhos deficientes não devem preferir: filhos felizes aceitos em suas limitações e sendo estimulados em suas deficiências, ou adultos frustrados tentando alcançar metas as vezes impossíveis para eles? Espero sinceramente que escolham a segunda opção.
Fonte: Muito Especial | Maria da Salete Ferreira Dias

Autistando (artigo)

Somos todos autistas, a gradação está nos rótulos
Quando me recuso a ter um autista em minha classe, em minha escola, alegando não estar preparado para isso, estou sendo resistente à mudança de rotina.
Quando digo a meu aluno que responda a minha pergunta como quero e no tempo que determino, estou sendo agressivo.
Quando espero que outra pessoa de minha equipe de trabalho faça uma tarefa que pode ser feita por mim, estou a usando como ferramenta.
Quando, numa conversa, me desligo, "viajo", estou olhando em foco desviante, estou tendo audição seletiva.
Quando preciso desenvolver qualquer atividade da qual não sei exatamente o que esperam ou como fazer, posso me mostrar inquieto, ansioso e até hiperativo.
Quando fico sacudindo meu pé, enrolando meu cabelo com o dedo, mordendo a caneta ou coisa parecida, estou tendo movimentos estereotipados.
Quando me recuso a participar de eventos, a dividir minhas experiências, a compartilhar conhecimentos, estou tendo atitudes isoladas e distantes.
Quando nos momentos de raiva e frustração, soco o travesseiro, jogo objetos na parede ou quebro meus bibelôs, estou sendo agressivo e destrutivo.
Quando atravesso a rua fora da faixa de pedestres, me excedo em comidas e bebidas, corro atrás de ladrões, estou demonstrando não ter medo de perigos reais.
Quando evito abraçar conhecidos, apertar a mão de desconhecidos, acariciar pessoas queridas, estou tendo comportamento indiferente.

Quando dirijo com os vidros fechados e canto alto, exibo meus tiques nervosos, rio ao ver alguém cair, estou tendo risos e movimentos não apropriados.
Somos todos autistas. Uns mais, outros menos. O que difere é que em uns (os não rotulados), sobram malícia, jogo de cintura, hipocrisias e em outros (os rotulados) sobram autenticidade, ingenuidade e vontade de permanecer assim.
Fonte: Rede Saci
Autora: Scheilla Abbud Vieira

terça-feira, 19 de julho de 2011

Tríade do Autismo: Comunicação, Interação Social e Comportamento



DESVIOS DA COMUNICAÇÃO:
Dificuldade em utilizar com sentido todos os aspectos da comunicação verbal e não verbal (gestos, expressões faciais, linguagem corporal, ritmo e modulação na linguagem verbal.)
Portanto, dentro da variação na severidade do autismo, poderemos encontrar uma criança sem linguagem verbal e com dificuldades na comunicação por qualquer outra via - isto inclui ausência de uso de gestos ou um uso muito precário dos mesmos; ausência de expressão facial ou expressão facial incompreensível. Como podemos, encontrar crianças que apresentam linguagem verbal, porém esta é repetitiva e não comunicativa.
Muitas das crianças que apresentam linguagem verbal repetem simplesmente o que lhes foi dito. (Conhecido com ecolalia imediata) Outras crianças repetem frases ouvidas há horas, ou até mesmo dias antes (ecolalia tardia).
É comum que crianças com autismo e inteligência normal repitam frases ouvidas anteriormente e de forma perfeitamente adequada ao contexto, embora, geralmente nestes casos, o tom de voz soe estranho e pedante. Exemplos de comportamento:
·         Não sabe pedir o que quer;
·         Não aponta;
·         Tem sempre a mesma expressão facial;
·         Usa a mão de outra pessoas como um instrumento;
·         Empurra a outra pessoa e olha o que quer;
·         Não sabe como abordar uma outra criança;
·         Grita muito;
·         Chora sem razão aparente;
·         Não atende quando é chamada;
·         Não entende o que você diz;
·         Parece não escutar;
·         Não sabe fazer perguntas;
·         Não responde;
·         Não compreende o “não”;
·         Quando faz perguntas, não entende a resposta e repete a pergunta muitas vezes;
·         Não entende quando você briga com ela, não entende as palavras, nem os gestos , nem a expressão do seu rosto;
·         Tem “crises de birra”;
·         Começa um assunto pelo meio;
·         Só fala sobre o assunto que interessa a ela.


DESVIOS DA SOCIABILIZAÇÃO:
Significa a dificuldade em relacionar-se com os outros, (a incapacidade de compartilhar sentimentos, gostos e emoções e a dificuldade na discriminação entre diferentes pessoas).
Muitas vezes a criança que tem autismo aparenta ser muito afetiva, por aproximar-se das pessoas abraçando-as e mexendo, por exemplo, em seu cabelo ou mesmo beijando-as quando na verdade ela adota esta postura...
..sem diferenciar pessoas, lugares ou momentos. Esta aproximação usualmente segue um padrão repetitivo e não contém nenhum tipo de troca ou compartilhamento.
A dificuldade de sociabilização, que faz com que a pessoa que tem autismo tenha uma pobre consciência da outra pessoa, é responsável, em muitos casos, pela falta ou diminuição da capacidade de imitar, que é um dos pré-requisitos cruciais para o aprendizado, e também pela dificuldade de se colocar no lugar de outro e de compreender os fatos a partir da perspectiva do outro
Pesquisas mostraram que mesmo nos primeiros dias de vida um bebê típico prefere olhar para rostos do que para objetos. Através das informações obtidas pela observação do rosto dos pais, o bebê aprende e encontra motivação para aprender. Já o bebê com autismo dirige sua atenção indistintamente para pessoas e para objetos, e sua falha em perceber pessoas faz com que perca oportunidades de aprendizado, refletindo em um atraso do desenvolvimento. Exemplos de comportamento:
·         Não dá tchau;
·         Não olha nos olhos;
·         Não olha o que você olha;
·         “Avança” para os objetos (ou comida) das outras pessoas;
·         Abraça e beija pessoas estranhas;
·         Não atende quando é chamada;
·         Busca interesses só dela;
·         Não brinca com outra criança;
·         Só fala quando é de seu interesse;
·         Só fala sobre os assuntos que prefere;
·         Repete este assunto sem parar;
·         Não pergunta sobre a outra pessoa;
·         Sua fala tem uma entonação diferente, monótona;
·         Não sabe o que deve fazer numa situação nova , tem “crises nervosas”;
·         Não sabe o que você pensa;
·         Não percebe se você está triste, zangado ou feliz;
·         Não demonstra as emoções como as outras pessoas;
·         Não percebe ironia na voz ou no rosto das pessoas.


DESVIOS DA IMAGINAÇÃO:
Caracteriza-se por rigidez e inflexibilidade e se estende às várias áreas do pensamento... linguagem e comportamento da pessoa.
Isto pode ser exemplificado por comportamentos obsessivos e ritualísticos, compreensão literal da linguagem, falta de aceitação das mudanças e dificuldades em processos criativos.
Esta dificuldade pode ser percebida por uma forma de brincar desprovida de criatividade e pela exploração peculiar de objetos e brinquedos. Uma criança que tem autismo pode passar horas a fio explorando a textura de um brinquedo. Em crianças que têm autismo e têm inteligência preservada, pode-se perceber a fixação em determinados assuntos. Exemplos de comportamento:
·         Não sabe para que serve os brinquedos , quebra ou atira longe;
·         Prefere objetos que girem, tenham luzes ou façam barulho;
·         Fixa-se em detalhes dos objetos ou brinquedos;
·         Não brinca com as outras crianças;
·         Prefere brincadeiras que envolvam o próprio corpo: cócegas, esconder, “pegar”;
·         Prefere fazer sempre as mesmas coisas, da mesma forma, ir pelo mesmo caminho, sentar no mesmo lugar.

Observação: A criança não precisa apresentar todas as dificuldades citadas acima para ser autista. Foram citados alguns exemplos das dificuldades encontradas. O grau da dificuldade também varia muito.

Fonte: Danielle Davegna (www.autisters.blogspot.com)

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Shantala






A massagem é a arte original de tocar com qualidade, de proporcionar relaxamento em partes do corpo ou nele todo. Apresenta vários benefícios, além de não necessitar de uma tecnologia avançada para realizá-la. Necessita apenas de um toque firme, mas, ao mesmo tempo com extrema suavidade das mãos sobre a pele. O toque está ligado às emoções. Segundo Hoffmann (2005), o ato de tocar é um comportamento que pode conter elementos fundamentais para o desenvolvimento humano, principalmente para os bebês, desde a vida intra-uterina, pois o toque proporciona um bem estar físico, emocional e social. A qualidade do toque na criança pode gerar tendências positivas durante seu desenvolvimento. Espera-se que a massagem modifique as células do sistema nervoso, ative física e psiquicamente o organismo, causando sensação de bem estar geral. (LIMA, 2004). Em bebês a massagem é bastante adequada e indicada. O obstetra francês Fréderick Leboyer, com extrema lentidão, em uma sequência rítmica e ordenada de movimentos. O médico ficou encantado com o carinho e amor que aquela mãe transmitia através da massagem para seu bebê e, aproximadamente em 1975, trouxe a técnica para o Ocidente para fins terapêuticos (GUIMARÃES et al, 1997). A técnica proporciona vários benefícios, tais como melhorar o vínculo afetivo entre mãe e filho, acalmar e ajudar o bebê a dormir melhor, diminui o medo, a ansiedade, irritação, aliviar os sintomas de cólicas e ainda favorecer o desenvolvimento psicomotor (HOFFMANN, 2005). A Shantala é indicada nos casos de distúrbio da fala, passividade, hiperatividade, irritação, tiques nervosos, distúrbios respiratórios enurese noturna, autismo, cegueira, surdez, Síndrome de Down, Paralisia Cerebral (PC), para melhora do padrão do atraso no desenvolvimento motor normal (HOFFMANN, 2005 apud GUIMARÃES et al, 1997, p.14). Dentro dessa abordagem, pensar na massagem em bebês portadores de deficiências torna-se coerente. Bebês com paralisia cerebral apresentam alterações da postura e do movimento, dificuldades na coordenação motora e privação de estímulos sensoriais pelos déficits motores. Na paralisia cerebral ocorre uma lesão não progressiva, porém o quadro modifica-se à medida que a criança cresce, podendo tonar-se uma patologia incapacitante. Elas evoluem muitas vezes, com quadros tão graves, como comprometimento cognitivo e transtornos sensoriais que podem nunca serem capazes de andar, falar e compreender o que se passa ao seu redor. Com dificuldades no seu desenvolvimento motor. Sendo assim, a massagem Shantala pode vir a contribuir para um melhor desenvolvimento do bebê portador de paralisia cerebral, auxiliando no seu desenvolvimento global, na qualidade de sua percepção corporal e do ambiente em que vive, além de favorecer o vínculo mãe/filho, abalado por prováveis intercorrências no nascimento e início da vida do bebê. A Shantala pode resgatar esses estímulos e proporcionar à criança maior tranquilidade, uma melhora do tônus muscular e de sua movimentação global. Além disso, a massagem favorece o que é fundamental para a criança que é o contato físico, com amor e carinho, através do toque, sendo um recurso que pode influenciar de forma positiva a qualidade de vida do bebê e sua família.



Vídeo mostra Shantala

Felicidade...

Estou sentindo uma grande felicidade no meu coração...

Digo isso porque essa semana a Nicolle iniciou outra terapia.... Agora, além de ser acompanhada pela fonoaudióloga Ana Cristina, minha florzinha também está sendo acompanhada pelo fisioterapeuta Carlos.

Isso é maravilhoso!!!

Fico imaginando o quanto será bom para ela...tendo em vista o grande avanço que minha filha teve com o trabalho da Ana Cristina.... a nova terapia vem para somar...

Gostaria de agradecer de coração por esse presente que foi dado a minha filha. Obrigada meu grande amor, meu companheiro Wellyngton que tem acompanhado tudo de perto, me ajudando, me apoiando, me orientando e muitas vezes me ensinando o que fazer diante das situações que surgem no dia a dia.

Obrigada por todo carinho e amor que tem por nós. Nós também te amamos muito!!!

Erika e Nicolle



Nas fotos, o primeiro dia de terapia com o fisioterapeuta Carlos.