sexta-feira, 16 de março de 2012

Lançamento do Livro em Manaus: "Autismo - não espere, aja logo!" de Paiva Júnior




Livro explica os sinais do autismo em bebês e crianças.
Incentivar o diagnóstico — ou ao menos a suspeita — de autismo. Essa é a intenção do
livro “Autismo — Não espere, aja logo!”, lançado em março pela editora M.Books (132
páginas, R$ 39). O livro, de autoria do jornalista Paiva Junior, editor-chefe desta Revista
Autismo e pai de um garoto com autismo, busca explicar sem nenhuma linguagem técnica
os sintomas do autismo e destacar a importância de um dos únicos consensos a respeito do
transtorno em todo o planeta: quanto antes se inicia o tratamento, melhores são as chances
de se ter mais qualidade de vida e desenvolvimento de habilidades. O livro tem prefácio do
neuropediatra José Salomão Schwartzman e contra-capa com texto do neurocientista Alysson
Muotri, da Universidade da Califórnia (EUA).

Com a presença do editor-chefe da Revista Autismo, Paiva Junior. O Evento será:
DIA 26/03/2012.
LOCAL: AUDITÓRIO DA PREFEITURA MUNICIPAL DE MANAUS
HORÁRIO: 19 HS
ENTRADA FRANCA

sexta-feira, 9 de março de 2012

Desfralde da criança com autismo




O atraso de desenvolvimento presente no autismo dificulta a aquisição de habilidades, diferentemente de pessoas com desenvolvimento típico, que a medida que crescem desenvolvem maior independência de modo gradual e progressivo. Com isto, é necessário que seja ensinado às pessoas com autismo tudo, até mesmo o que parece uma habilidade simples que ao longo da vida aprende-se de forma espontânea, para eles tem que ser ensinada.
Um problema levantado pelos pais de pessoas com autismo é a dificuldade em tirar a fralda dos filhos. Inicialmente, o mais importante para começar o desfralde de alguma criança com autismo é ter em mente que será necessário paciência, persistência e confiança, porque para obtermos sucesso no desfralde, é indicado iniciar quanto mais cedo possível, em torno de dois anos e meio e três anos de idade. E ao tomar a decisão de iniciar o desfralde, a fralda não deverá mais ser colocada novamente na criança em nenhum momento seja para dormir, passear de carro, ficar na escola.
Como já foi explicado anteriormente crianças com autismo são diferentes de crianças com desenvolvimento típico, sendo assim sua mente fica confusa, sem saber quando pode fazer as necessidades na fralda ou não. Pode ocorrer de algumas crianças segurarem suas necessidades até o momento em que é colocada a fralda, por fazerem associação de que xixi e cocô é só na fralda.
 Por isso é necessário que ela associe as suas necessidades agora ao vaso sanitário e não seja mais colocada a fralda.

É recomendado levar a criança ao banheiro com frequência, inicialmente com pequenos intervalos de tempo, deixando sempre a criança no vaso sanitário um tempo também inicialmente reduzido.
Começamos com os pequenos intervalos de tempo que devem ser aumentados conforme o desenvolvimento do ensino. Exemplo: iniciou-se o treinamento com um intervalo de dez em dez minutos, deixando a criança de 30 segundos a um minuto no vaso sanitário, foi observado que a criança está fazendo várias vezes as suas necessidades no vaso sanitário, com isso pode-se aumentar o intervalo de tempo de idas ao banheiro para 15 em 15 minutos e assim sucessivamente.
Sugere-se também registrar os horários em que ocorrem o xixi e o cocô para ser possível ter uma noção de seus horários e lhe dar uma idéia do tempo de intervalo que pode ser praticado com a criança.
O tempo que se permanece no banheiro tem que ser prazeroso, deve-se levar brinquedos, música, algo que seja bom e que a criança goste, para que a ida ao vaso sanitário seja positiva e reforçadora a ela.
Lembrando das palavrinhas chaves: paciência, persistência e confiança, deve-se durante a noite acordar para levar a criança ao banheiro também. Recomenda-se que não dê muito líquido a ela no período da noite. Se não for possível acordar a criança durante a noite, devido a um distúrbio de sono, que seja colocada a fralda com ela dormindo e retirada antes de acordar.

Quando fizerem qualquer necessidade no vaso sanitário, deve-se elogiar e reforçar com algo que a criança gosta.
A questão do reforço é algo muito bom para obtermos resultados positivos, pois motiva as crianças. Os reforços podem ser: receber um brinquedo, ouvir a música que gosta, ver o DVD que gosta, ganhar uma guloseima (um pedaço de chocolate, bala, salgadinho), cantar para ele ou apenas um elogio social (Muito bem! Parabéns!) entre outras coisas que a criança goste.
Esses reforços também aos poucos vão sendo retirados, assim que a criança começa a associar suas necessidades fisiológicas ao banheiro e começa a obter o controle esfincteriano. A retirada também deve diminuir aos poucos, em alguns momentos damos, em outros não.
É importante ter sempre em mente que não tem um tempo certo para a criança aprender, cada uma tem seu tempo. Para obter sucesso é fundamental que todos que estejam envolvidos com a criança ajam igualmente com ela. Se apenas quando ela estiver com os pais ficar sem fralda, mas quando for para a escola ou para a casa dos avôs ficar de fralda, o treinamento será muito sofrido para a criança e a possibilidade de dar certo será menor.
Quando a criança obteve o controle esfincteriano e aprendeu a usar o banheiro, o próximo passo a ser ensinado deve ser ensinar-se a limpar-se com menos apoio.
Como em qualquer ensino, o importante para que a criança obtenha maior nível de independência e autonomia é não fazer nada por eles, e sim com eles, ou seja, para ensiná-los a limpar-se é necessário dar apoio para a criança se limpar, apoiando fisicamente sua mão e retirar essa ajuda gradativamente, aos poucos.

É possível que algumas pessoas com autismo necessite sempre de um pequeno apoio, mas é necessário que não desista de ensiná-los para que possam alcançar pelo menos um pequeno nível de independência.
Durante o desfralde, deve-se ficar atento a alguns sinais que podem vir a prejudicar a criança, como segurar muito tempo a urina ou prisão de ventre.
 Inicialmente é normal ocorrer prisão de ventre, porém, caso ocorra com freqüência, causando mal estar à criança, é aconselhável procurar orientação médica, tanto para prisão de ventre, quanto para segurar muito tempo a urina – para que não ocorra uma infecção urinária.

Tudo isso é fundamental para dar a chance das crianças desenvolverem suas habilidades de forma mais autônoma e independente, para uma melhor qualidade de vida presente e futura.
Carolina Dutra Ramos é pedagoga, com habilitação em educação especial e pós-graduada em Psicopedagogia, pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Trabalha na Associação Amigos do Autisa (AMA), de São Paulo, desde 2004, e atualmente é coordenadora pedagógica das unidades Lavapés e Luis Gama da instituição.
Retirado do Blog Caminhos do Autismo

Programa Esquenta com Regina Casé, fala sobre o Dia Mundial de Conscientização do Autismo

Ambiente Familiar e Rendimento Escolar



Os pais são os primeiros professores de uma criança. Se o ambiente familiar que os pais criam é bom, mau ou indiferente, é, no entanto, um factor crítico no processo de ensino/aprendizagem (Strom 1984). Há muitas coisas que os pais podem fazer para tornar o ambiente familiar propício a usar as estratégias de aprendizagem atrás descritas. Algumas das coisas que os pais podem fazer são as seguintes:



*Marcar um lugar e tempo específicos para a criança estudar e fazer os trabalhos de casa. Também conversar com o professor sobre a quantidade de tempo razoável para estudar e fazer trabalhos de casa.



*Dar atenção ao tempo que a criança está a ver televisão e aos programas selecionados.



*Mostrar todo o seu próprio gosto e entusiasmo por aprender. As crianças imitam os pais à medida que crescem



*Fornecer os materiais para suporte da aprendizagem, tais como: os livros, dicionários, enciclopédias e computadores.



*Tornar a criança responsável por tarefas razoáveis. As tarefas razoáveis devem incluir uma decisão conjunta entre pais e filhos.



*Dar pistas à criança sobre quando deve utilizar estratégias que eles conhecem. Por exemplo, uma pista visual (pode ser em forma de marcador de livro) com a palavra "DISSECT" escrita, pode ajudar a criança quando confrontada com uma palavra desconhecida. Ou uma pista verbal " Lembra-te de SLANT" pode lembrar a criança como corresponder quando estiver a conversar com outra pessoa.



*Estratégias de modelação, por exemplo, "pensar em voz alta" quando tiver que resolver um problema.



*Escutar a criança quando ela estiver a falar ou a ler. Também tentar perceber o que não foi dito.



*Preparar um relatório para dar aos professores da criança para eles saberem dos progressos feitos em casa em áreas de interesse mútuo. Antes de o elaborarem, os pais devem discuti-lo com a criança e perguntar-lhe se concorda com ele.



*Iniciar e manter uma relação cooperante com os professores da criança e outro pessoal da escola em assuntos que digam respeito à aprendizagem da criança e outros assuntos afins.



Fonte: http://www.malhatlantica.pt/ecae-cm/aprendizagem2.htm%20









Qual é a diferença entre a Síndrome de Asperger e Autismo?


A síndrome de Asperger é normalmente considerada um subtipo de autismo de alto funcionamento. A maioria dos indivíduos com Síndrome de Asperger são descritos como "sociais, porém estranhos". Isto é, eles querem ter amigos, mas não têm as competências sociais para iniciar e/ou manter uma amizade. Embora os autistas de alto funcionamento também possam ser "estranhos, mas sociais", eles são tipicamente menos interessados em ter amigos. Além disso, os autistas de alto funcionamento são freqüentemente atrasados no desenvolvimento de discurso/linguagem. Aqueles com síndrome de Asperger tendem a não ter atrasos de discurso/ linguagem, mas o seu discurso é normalmente descrito como peculiar, como sendo forçado e persistem em conversar sobre temas pouco comuns.


Fonte:  © 2007-2008 Autism Research Institute

ARI Autism Research Institute

sexta-feira, 2 de março de 2012

Ginástica 02/03/2012

Não poderia deixar de comentar a manhã maravilhosa que tive junto a Nicolle.

Fomos conhecer o programa: "Viva as Diferenças" da Prefeitura de Manaus que oferece gratuitamente a atividade física para crianças autistas, realizadas no Conjunto Eldorado, todas as sextas-feiras.

A princípio a Nicolle não queria entrar na quadra, mas quando ela viu de longe outras crianças brincando e participando das atividades ela logo aproximou-se.

Parecia que há muito tempo ela participava das atividades...seu entrosamento foi rápido e sabia o que fazer diante de cada situação.

Além disso, posso dizer que o exercício acaba sendo para os pais também que tem que correr de um lado para o outro para acompanhar o ritmo das crianças...

Foi muito bom poder conhecer outros pais que também vivenciam dia a dia o Autismo.

Parabenizo o trabalho desenvolvido pelos profissionais responsáveis pelo Programa e aos pais pela luta diária em prol da melhoria da qualidade de vida dos nossos autistas.